seminários estaduais de cineclubismo, cinema e educação

SEMINÁRIOS DE CINECLUBISMO, CINEMA E EDUCAÇÃO

1. APRESENTAÇÃO

O Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC), criado em janeiro de 1961, entidade cultural com ênfase no audiovisual, representativa dos cineclubes brasileiros, regida pela legislação em vigor e com sede e foro na Comarca de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, propõe este seminário para debater propostas de inserção do audiovisual na comunidade escolar.

Compreendendo o cineclube como um espaço vinculado a uma concepção democrática de organizar a relação do público com a obra cinematográfica – agora audiovisual, o cineclube institui-se como lugar do novo e do público.

Com isto o CNC, enquanto movimento social, pretende definir em diálogo com as realidades pedagógicas locais e estaduais, socializadas neste encontro, um programa de formação geral que contenha as histórias do cinema e cineclubismo, nas suas questões de narrativas e relações com a educação, com as discussões de gênero, étnicas, culturais e outros conhecimentos transdiciplinares, no intuito de propor parcerias ao MEC, MINC e Secretarias de Educação Municipais e Estaduais para a sua implementação.

2. JUSTIFICATIVA

Dentre as preocupações do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) está a ocupação do espaço escolar reorientando seus tempos e espaços para a promoção de uma experiência audiovisual transformadora. A partir da constatação da ênfase dada no contexto escolar, que visa o texto escrito e muito precariamente o audiovisual, propomos que o cineclube na escola promova formação em e para o audiovisual como processo lúdico pedagógico, que poderá ressignificar as relações com os outros processos de aprendizagem e linguagens da escola, e não apenas o seu uso como recurso didático meramente ilustrativo.

Entendemos que cabe à escola afirmar a importância do domínio da produção e compreensão de narrativas audiovisuais, aliando educação letrada à formação audiovisual. Seu papel deve ser revisto enquanto mediadora entre o educando e o mundo, via os processos audiovisuais. Neste contexto, ética, estética, política e educação devem ser fatores de um processo crítico, democrático e integral inserido nas práticas escolares.

A comunidade escolar deve, portanto construir um saber que a permita contextualizar-se frente à situação contemporânea, incentivando-a a reflexão e produção de um ideário tecnológico educacional somado aos conteúdos transdisciplinares. O cineclubismo na escola pode contribuir para ressignificar o papel da própria escola na renovação do conhecimento que caracterizará a inclusão integral.

3. PÚBLICO ALVO

3.1. GESTORES PUBLICOS

3.2. COMUNIDADE ESCOLAR DA REDE DE ENSINO ESTADUAL E MUNICIPAL

3.3. CINECLUBISTAS

3.4. PROFISSIONAIS DO AUDIOVISUAL

3.5. COMUNIDADE EM GERAL

Cerca de 100 participantes

4. OBJETIVOS

DISCUTIR dispositivos legais em parceria CNC, MEC, MINC e Secretarias Estaduais e Municipais de Educação no sentido de criar e/ou fortalecer o cineclubismo nas escolas.

CONTRIBUIR para a criação de um Programa de Formação: Cineclubismo e Educação – CNC de modo a estabelecer convênio com o MEC, através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD/MEC) que tem parceria com a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) e, consequentemente, com as secretarias estaduais e municipais, tendo em vista a formação de quadros nas escolas para o programa Mais Educação onde se fomenta a criação de cineclubes no espaço escolar.

COMPARTILHAR experiências de ações que trabalhem com o audiovisual na escola.

CONSTRUIR conteúdos para o desenvolvimento de material didático sobre os direitos do público, atentando para memória, comunicação e educação.

MAPEAR profissionais e experiências educativas através do processo e dos meios audiovisuais de produção e difusão de caráter cineclubista realizadas no estado em questão.

CONTRIBUIR para implantação de cineclubes de caráter educativo-comunitário nas escolas públicas no sentido de solidificar práticas com o uso do audiovisual, bem como fortalecer e ampliar o senso crítico de alunos e professores e as interações com a comunidade nas direções dos diversos conteúdos e manifestações de inteligências e saberes.

5. PROGRAMAÇÃO

PRIMEIRO DIA

HORARIO 09h00minh
ATVIDADE CAFÉ E ATIVIDADE INTERATIVA
DESENVOLVIMENTO O objetivo desta atividade será quando através de estímulos lúdicos e interativos, os participantes da programação do seminário serão motivados a desenvolverem seu autoconhecimento, trocar experiências, exercitar a verbalização e interagirem em um grande grupo, a partir de suas vivências individuais.
PUBLICO ENVOLVIDO Profissionais da educação da rede pública estadual e municipal, cineclubistas, profissionais do audiovisual e comunidade em geral.
HORÁRIO 10h00minh
ATIVIDADE MESA DE ABERTURA OFICIAL, COM A PARTICIPAÇÃO DAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS
TEMÁTICA “O olhar específico das entidades acerca do audiovisual/cineclubismo nas escolas”
PARTICIPANTES Representantesa) Regional (e/ou nacional) do MEC

b) Regional (e/ou nacional) do MINC

c) Sec. Estadual de Educação

d) Sec. ou Fundação Estadual de Cultura

e) Sec. Municipal de Educação

f) Sec. ou Fundação Municipal de Cultura

g) Entidade Anfitriã

h) CNC (mediador)
INTERVALO12h00minh/14h00minhTEMÁTICARELATOS DE EXPERIÊNCIAS14:1Oh/1º.  RELATO DE EXPERIENCIA14h30minh/ 2º. RELATO DE EXPERIENCIA14h50minh/ 3º. RELATO DE EXPERIENCIA15h10minh/ 4º. RELATO DE EXPERIENCIA15h30minh/ DEBATE16h30minh/ INTERVALO*MOSTRA “BÊNE SILVA”17h00minh MOSTRA CINECLUBISTICA/DEBATE  SEGUNDO DIA HORÁRIO09h00minhATIVIDADECAFÉ E ATIVIDADE INTERATIVAPUBLICO ALVOProfissionais da educação da rede pública estadual e municipal, cineclubistas, profissionais do audiovisual e comunidade em geral.HORÁRIO09h30minhATIVIDADERODAS DE DIALOGOSPUBLICO ALVOProfissionais da educação da rede pública estadual e municipal, cineclubistas, profissionais do audiovisual e comunidade em geral.

  1. 1. HISTÓRIA DO CINECLUBISMO/CINEMA e suas interações transdisciplinares aos temas:

1.1. Gênero

1.2. Etnia

1.3. Educação ambiental

1.4. Outros

 

  1. 2. CINECLUBISMO E EDUCAÇÃO e suas interações transdisciplinares aos temas:

2.1. Gênero

2.2. Etnia

2.3. Educação ambiental

2.4. Outros

 

  1. 3. CONTEÚDO INTERDISCIPLINARES (arte/educação, cinema/narrativas     audiovisuais, educação/comunicação) e suas interações com os temas:

3.1. Gênero

3.2. Etnia

3.3. Educação ambiental

3.4. Outros

 

 INTERVALO12h00min/14h00minhHORÁRIO14h15minhATIVIDADEMESA REDONDA 1TEMÁTICA“CINECLUBISMO”: a educação pela artePARTICIPANTESa) Arte-educadoresb) Cineclubistasc) Pesquisadores que tratem do Cineclubismo, cinema e educação através da arte (temas transversais)d) Representante do CNC – mediadorATIVIDADEMESA REDONDA 2TEMÁTICA“CINECLUBISMO”: a educação pela livre comunicação e o direito ao acessoPARTICIPANTESa) Representantes de coletivos da área de comunicação e mídias livresb) Cineclubistas

c) Pesquisadores que tratem do Cineclubismo, cinema e educação através do viés da educomunicação e das questões relacionadas ao livre acesso

d) Representante do CNC – mediadorATIVIDADEMESA REDONDA 3TEMÁTICA“CINECLUBISMO”: a educação pela experiência crítica de ver, desconstruir e entender narrativas audiovisuais paraPARTICIPANTESa) Cine-educadoresb) Realizadores audiovisuais

c) Pesquisadores

d) CineclubistasINTERVALO15h30minhHORÁRIO16h00minhATIVIDADEMESA DE AUTOGRAFOSObs: Serão autografados livros relevantes aos temas do seminário HORÁRIO17h00minh*MOSTRA “BÊNE SILVA”AÇÃO CINECLUBISTA(filme/debate)  ENCERRAMENTO18h00minhATIVIDADERelato dos resultados das atividades desenvolvidas na programação do seminário e atividades lúdicas/ culturais

*OPÇÕES DE FILMES

1) A velha a fiar

2) Narradores de Javé

3) Ilhas das Flores

4) Tainá

5) Tapete Vermelho

6) O que é cineclube?

6. RECURSOS HUMANOS, MATERIAIS E FINANCEIROS

a) EQUIPE TÉCNICA: 04 (quatro) passagens aéreas/ida e volta e 04 (quatro) passagens terrestres/ida e volta, 08 (oito) hospedagens, e alimentação pensão completa para os diretores executivos e diretor regional do CNC.

b) PARTICIPANTES/MULTIPLICADORES: 20 (vinte) passagens terrestres, 20 (vinte) hospedagens com pensão completa.

c) 01 (um) AUDITÓRIO com equipamento audiovisual de projeção, microfones e equipamentos de som, com conexão de banda larga de 4 gigas, que comporte até 100 (cem) pessoas, 03 (três) salas de apoio para 03 (três) grupos de trabalho e 03 (três) mesas redondas sobre temas específicos, com capacidade de ocupação para aproximadamente 30 (trinta) pessoas/cada.

d) 03 (três) equipamentos de imagem e som para projeção de audiovisual, 03 (três) caixas de som, 03 (três) tela retrátil, 03 (três) tripés, 03 (três) equipamentos de microfones sem fio, pilhas,

e) Equipamentos para secretaria do evento: 02 (dois) computadores conectados a internet, wireless, 01 (uma) impressora, 04 (quatro) cartuchos para impressora – 02 (dois) PB, 02 (dois) coloridos, conectores, extensões elétricas, adaptadores de tomadas, entre outros.

f) 120 (cento e vinte) crachás, pastas com bloco e canetas.

g) 120 (cento e vinte) certificados.

h) MATERIAL DE DIVULGAÇÃO: mídia digital/impressa e falada/150 folders/200 cartazes/4 banners

i) EQUIPE DE PRODUÇÃO: 05 (cinco) profissionais na produção.

j) PALESTRANTES: 3 profissionais da área.

j) MATERIAL DE ESCRITÓRIO 120 (cento e vinte) canetas, lápis, 02 (duas) resmas de papel A4, grampeador, clips, fitas adesivas, fitas dupla face, folhas de etiquetas, entre outros).

g) LANCHE: café, sucos, chá, açúcar, adoçante, água, pão de queijo, biscoitos, guardanapo, copos e colheres descartáveis, forra mesas, entre outros.

Veja também:

1) Projeto Básico dos Seminários Estaduais de Cineclubismo, Cinema e Educação

2) Modelo de carta de apresentação a possíveis parceiros dos Seminários Estaduais

3) Secretarias de Educação – Pontos para Reflexão


gt cineclubismo na educação

o gt dividiu o tema tratado em quatro eixos temáticos:

* cineclube para além da escola;

* mídias alternativas e fórum permanentes e específicos relativos a cineclubismo na educação;

* capacitação de agentes disseminadores de formação cineclubista;

* relação cineclube e instituições de ensino.

1. cineclube para além da escola

a experiência dos membros do grupo prova que o cineclube na educação abrange muito mais do que a escola formal. é possível trabalhar a educação cineclubista em locais ditos não formais, como sindicatos, associações, espaços públicos, etc., capacitando agentes regionais através do cnc que serão multiplicadores dessas ações. a prática cineclubista em espaços informais leva a resultados mais satisfatórios quando o processo se dá a partir da prática do espectador, seja este um educando ou um espectador ocasional. a partir do exposto, sugerimos:

1.1. oficina de sensibilização do olhar a partir do fazer cinematográfico;

1.2. que cada cineclube com experiência em espaços não formais registre suas práticas e ações e que sejam disponibilizadas.

2. mídias alternativas e fóruns permanentes e específicos sobre cineclubismo na educação.

2.1. reestruturar a página do cnc para torná-la um “portal nacional de cineclubes”. este portal deverá abrigar grupos temáticos permanentes com ferramentas que proporcionem e facilitem a comunicação e formação de uma rede (biblioteca de textos, vídeos, fórum, links etc.);

2.2. reconhecer ferramentas e mídias alternativas como instrumentos potencializadores para a difusão da prática cineclubista, a produção de conteúdos e a formação de público;

2.3. criar o gt permanente cineclubismo e educação ou cineclubismo na educação. a terminologia fica em aberto, pois o grupo divergiu: o nome altera o sentido da proposta. o plenário da jornada deve decidir.

3. capacitação de agentes de formação cineclubista

considerando que:

a) os campos do processo ensino-aprendizagem, em seus mecanismos formais, informais e não formais, são espaços privilegiados na luta pela transformação da sociedade em suas variadas esferas;

b) a formação de cineclubes, para além da socialização de bens culturais audiovisuais, prevê um processo de desconstrução de práticas, lógicas e idéias enraizadas, as quais mais segregam do que agregam, mais aprisionam do que libertam;

c) existe uma ampla diferença entre ações de exibição e utilização do audiovisual como recurso didático e um efetivo processo de construção cineclubista;

d) a relação entre o estado e o movimento cineclubista é uma realidade e prevê a formação de cineclubes por todo o país;

o gt propõe:

3.1. que a implementação de cineclubes seja elaborada a partir de assessorias do cnc;

3.2. que seja implementada, como política institucional do cnc, a formação de agentes disseminadores da proposta cineclubista com a finalidade de potencializar regionalmente o processo de capacitação da educação do olhar na formação de novos cineclubes;

3.3. que esta política seja articulada através das federações regionais;

3.4. que sejam construídas no cnc políticas de criação de suportes didáticos (materiais) nas várias interfaces que o audiovisual permite (por exemplo, materiais para cursinhos populares);

3.5. que se efetive um movimento de sensibilização a cargo das federações regionais no sentido de disseminar a potencialidade transformadora da prática cineclubista;

3.6. que sejam construídos espaços de formação continuada de capacitadores ou agentes disseminadores;

3.7. que sejam efetivados encontros de agentes disseminadores ou capacitadores do projeto cineclubismo na educação, como forma de discussão e socialização do acúmulo dos variados processos e práticas que serão estabelecidos;

3.8. que a proposta de oficinas ou cursos de formação de cineclubes não seja restrita a educadores ou à comunidade escolar, mas a todos os interessados;

3.9. que o cnc articule a troca de experiências com instituições, projetos ou grupos que já tenham atuação reconhecida na parceria com a educação formal.

4. relação cineclube e instituições de ensino

propostas:

4.1. reconhecer a prática cineclubista como atividade do processo educativo de formação e que possa fazer parte da estrutura de distribuição da carga horária para os professores;

4.2. os conteúdos das oficinas de formação cineclubista dizem das particularidades da atuação cineclubista;

4.3. o gt propõe como elementos essenciais, que visam à formação de um promotor de cultura cinematográfica, ou audiovisual, para falar na linguagem moderna: programação; pesquisas; preparação de debates; estatutos; técnicas de projeção; história do cinema e do cinema brasileiro; história do movimento cineclubista; da formação cultural brasileira; noções de linguagem cinematográfica; e técnicas de elaboração de projetos.

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