2004. a exibição em rio claro, sp

ONDE TUDO COMEÇOU


Theatros São João e Phoenix

Fundada à 10 de junho de 1827, São João Batista do Ribeirão Claro transforma-se no final do século XIX num dos principais pólos econômico, artístico e cultural do interior paulista. Planejada e progressista, esteve entre as primeiras a abolir a escravidão e instalar sistema público de luz elétrica.

Intensa, a atividade artística, expressava-se vigorosamente inicialmente no Teatro São João e posteriormente no Teatro Phoenix. Enquanto atividades literárias e intelectuais dividem-se entre o centenário Gabinete de Leitura e as inúmeras “redações” de periódicos, que a época somavam mais de uma dezena de títulos, entre os quais o Diário do Rio Claro que até hoje circula e Rio Claro.

Cinema & Ferrovia: Ambulantes e o Cine Bijou

Alimentada pela ferrovia, principal atividade econômica local, a agitação cultural reflete o imenso e constante fluxo de gente e intenso intercâmbio “com o resto do mundo”. E assim foi, que pelos trilhos da Cia Paulista de Estradas de Ferro aporta a Rio Claro em 1901, o primeiro aparelho cinematógrapho. Principal periódico da época, “O Alpha” anuncia “finalmente entre nós, a grande invenção dos Irmãos Lumiére”.

Sempre trazidos pela ferrovia, é surpreendente o número de “ambulantes” que aportam à cidade, “com seus cada vez mais revolucionários aparelhos” no período de 1901 a 1905, conforme registram os jornais locais. Foi também pelos vagões da Paulista que se fez, em 1Teatro São João 5906, o transporte dos equipamentos da primeira sala fixa de exibição da cidade:o Cine Bijou, dos Irmãos Macha. Bem como das inúmeras salas que se seguiram, Cine Parque, Cia Luso Brasileira, etc.

O Theatro & Cine Variedades

Os primeiros anos do século XX registram o funcionamento de um expressivo número de salas de exibição, merecendo registro além das já citadas, o Cine Ring e o Cine Stein, nomes tão sugestivos quanto voláteis. Já no “majestoso” Teatro Phoenix, as sessões de cinematógraphos são cada vez mais freqüentes. Tecnologia em marcha.

Por iniciativa da Sociedade Anonyma Rio-Clarense, em 1912 inicia-se a construção do Theatro Variedades, finalmente inaugurado em 26 de fevereiro de 1926. Inicialmente palco apenas de espetáculos teatrais, anos após a sua inauguração, o Variedades abre suas portas a exibição cinematográfica e inicia uma nova era na atividade cinematográfica na cidade, suas sessões “musicadas” de cinema mudo emocionam e marcam profundamente toda uma geração de rio-clarenses.
Estudioso do histórico da atividade de exibição cinematográfica no país, José Maria do Prado registra Rio Claro neste período entre os principais pólos em todo o país. Prado registra ainda “uma intensa” atividade local de produção de “pousadas”, capitaneadas pelo “cineasta” Caetano Matanó.

Antonio Padula Netto e os Cines Excelsior e Tabajara

.Apaixonado, um alfaiate resolve protagonizar a cena. Assim nasce a Empresa Cinematográfica Antonio Padula Netto e os Cines Excelsior e Tabajara. Imponentes as salas são marcadas pela ousadia, renovação e aperfeiçoamento tecnológico. A empresa se expande e chega a comandar uma rede de mais de 30 cidades de todo o interior.

Sessões sempre lotadas. Uma verdadeira multidão de apaixonados pelo cinema. Salas lotadas. Sessão após sessão a paixão renovada. Geração após geração, embaladas pelos sonhos dos filmes da sessão Zig Zag e das Matinées. Os cinemas são o principal ponto de encontro da feliz cidade.

A Classe Operária vai ao Paraíso: O Cine Teatro dos Ferroviários

Final dos anos 40, numa improvisada “sala de exibição”, ferroviários da Cia Paulista de Estradas de Ferro, assistem atentamente mais um documentário sobre as mais modernas técnicas da atividade ferroviária no mundo. A iniciativa é do engenheiro Fernando Betim Paes Leme, chefe das oficinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. O barulho do 16mm é indefectível.

Quem? Henry Fonda, Sylvia Sydney e Leo Carrilo. Estes foram os astros da primeira sessão cineclubista em Rio Claro.

O filme? Vive-se apenas uma vez. Cedido pela Professora Maria Aparecida Bilac Jorge.

Fascinados pela magia do cinema, os ferroviários decidem criar um cineclube. Num espaço cedido pela Cia Paulista criam o CINEMA DOS FERROVIÁRIOS.

Um Cinema “Idealizado, organizado e dirigido por ferroviários para ferroviários”. Como afirmavam em seu lema

“Cineminha da Paulista”

O cineclube funciona como entidade civil, sem fins lucrativos, sustentada pela contribuição de seus associados e freqüentadores, com direção eleita em Assembléia Geral. A primeira diretoria do Cineclube dos Ferroviários da Cia Paulista era composta por Virgilio Fontana (Presidente); Dolival Ortiz Camargo (1º Secretario); João Milani (2º Secretario); Waldemar Koch (tesoureiro); Renato Antonio de Souza (programador) e finalmente, Waldemar Weygand e Orlando Antonio de Souza (operadores técnicos).

Realizada no dia 13 de agosto de 1948, na sessão inaugural foi exibido o filme “O Drama de Shangay”, com Charles Boyer. Em 1949, a sala passa a contar com dois projetores 16mm e os filmes são exibidos sem interrupção. Multiplicam-se os sócios. Chegam a somar milhares de ferroviários e seus familiares.

Cineclube em 35mm

Em 1950 a sala sofre grande reforma. Instala-se um palco e o espaço é também utilizado para atividades das artes cênicas. A entidade se abre a participação de não ferroviários. Centenas de pessoas, com afazeres ou ofícios diferentes, passam a participar do cineclube como “sócios freqüentadores”. A entidade passa a denominar-se Cinema e Teatro dos Ferroviários.

Inicialmente restritas a filmografia 16mm, em 1954, após nova reforma, as atividades de exibição passam a ser feitas numa cabine de exibição Zeiss Ikon 35mm. Instala-se uma tela luminosa Silk Screen e bancos estofados. O cineclube realiza seu último esforço de modernização em 1957 e implanta o cinemascope, exibindo na primeira sessão o filme “O Príncipe Valente”. Uma produção da 20th Century.

Em 1969, a sala é desativada. Por alguns anos ainda os sócios do Cineclube terão garantido um acesso as sessões do Cine Tabajara. Agoniza a saga cineclubista operária. Acompanha a agonia da ferrovia. Agora do “cineminha” só resta a memória de dezenas de ferroviários. Todos fascinados pelo cinema: Nilo Chabregas, Ari Correa Bueno, Mário Haachs, Oswaldo Casagrande, Júlio Marques Filho, Sebastião Vitti, Alfredo Lopes de Abreu, Mauro Scheicher, José Carvalho, Jairo Cristofoletti, José Caldeirelli, Expedito Scheicher (no setor de projeções); e ainda Indalécio Marolla, Oswaldo Gomes Araújo, João Andrade, Antonio Nalim Sobrinho, Afrodísio G. Batista, Raimundo Bonatti, Demétrio Stecca, Antonio Nicoletti, Waldomiro Crott, Rafael Motta (no setor de fiscalização).

Os Universitários: Prá não dizer que não falei das flores

O final dos anos 60 registra o surgimento do primeiro cineclube universitário na cidade: o CineFafi. Raras e descontínuas, as sessões, sempre em 16mm, são realizadas em salas da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro e sua freqüência é praticamente restrita ao público estudantil.

Mobilizados e organizados, os estudantes passam a promover no início da década de 70, a Sessão Maldita, posteriormente rebatizada como Sessão Zero. Estas sessões são realizadas no Cineteatro Variedades e em raras ocasiões no Cine Excelsior I. Acontecem em horários “alternativos” e a programação é dominada pela cinematografia européia.

“Filmes de arte e de autor”… Fellini, Paosolini, Bergman, Truffaut, Polanski…Também alguns brasileiros são “prestigiados”…. Glauber, Diégues, Jabor, João Batista…Coisas de gente “cabeça”, sabe como é? Depois da sessão, tomar umas no Yabuki…muita discussão e pouco consenso…quase sempre sem entender muito bem a mensagem dos “gênios”…

Turma vai, turma vem…E o prazo de validade acabou vencendo…Sessão Zero…Nunca mais…Tomar umas no Yabuki ou no Bar da Hilda, continuava sendo gostoso…agora nos anos 80 ”bacana mesmo” era assistir no Hexágono, a uma sessão em 16mm do Cineclube Graúna, (e viva o cinema nacional) e depois…ora, vamos tomar umas no Bar dos Artistas…lá é que é legal…e não me diga que eu não falei de flores…

Centro Experimental de Artes

Em 1976, representantes de várias linguagens artísticas do então efervescente movimento cultural de Rio Claro se unem e criam o CEA – Centro Experimental de Artes. A Coordenadoria de Audiovisual e Cinema da entidade é comandada por Germano Meyer, que juntamente com João Destro Filho (Tuti) e Jorge Pucci, passam a realizar no local sessões em 16mm em parceria com a FAU/USP, Escola de Comunicações da FAAP, Instituto Goethe e consulados de diversos países.

Como nos cineclubes universitários a programação era dominada pelos filmes de arte. Neste caso porém, eram também freqüentemente exibidos filmes de animação, curtas e médias metragens experimentais e produções de países do leste europeu: Polônia, CheKoslováquia, URSS, etc. A coordenadoria do CEA mantinha ainda um laboratório fotográfico e chegou a produzir filmes em Super8mm, sendo as atividades de produção comandadas por Anselmo Selingardi Junior e Evandro Mastricico Junior (Vandinho).

Cinevídeo do CCP: Comunistas no poder?

Não é só Cinevídeo do CCP…
Convincentemente comunista, em 1983, Alceu Morosi Righeto assume a Diretoria de Cultura da prefeitura. Sua missão: promover a “ocupação” e uso do então esquelético prédio do Centro Cultural.

Também comunista, João Baptista Pimentel Neto assume a Divisão de Difusão Cultural e cria uma Coordenadoria de Áudio Visual e Cinema. Objetivo imediato: promover exibições cinematográficas gratuitas, com programação voltada a difusão do cinema nacional e democratização da cultura.

Com a exibição de “Gaijin”, de Tizuka Yamazaki na sala de exposições do Centro Cultural do Povo, tem início as atividades do Cinevídeo do CCP. Realizada com um projetor IEC16mm emprestado pela UDAM União dos Amigos do Menor a atividade é realizada em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, na época comandada pelo jornalista Audálio Dantas, que custeou o aluguel do filme.

Mesmo tendo sido realizada em condições de grande precariedade – a exibição é marcada por vários incidentes e interrupções, causados quer pela inexperiência do projecionista, quer pela má qualidade da cópia… a atividade alcança sucesso e repercusão graças a maciça presença da colônia japonesa local.

Audálio Dantas, José Maria do Prado e a IMESP

Necessidade e entusiasmo

Tempos difíceis… “de vacas magras”…Dum lado: integral apoio da IMESP e muito entusiasmo…Do outro: necessidade de ocupação do esquelético prédio do Centro Cultural e falta de recursos…Fatores determinantes para a continuidade do projeto…Rebatizado como Cinevídeo Rio Claro promove ciclos de exibição seguidos de debate sobre o cinema brasileiro, com a participação de inúmeros diretores, entre os quais merecem registro, Ozualdo Candeias e Denoy de Oliveira, que fortalecem e plantam novamente sementes do cineclubismo na cidade.

O projeto é ampliado e passa a realizar também sessões no Salão Nobre da Câmara Municipal. Ciclos de cinema nacional, alemão, francês, polonês, são realizados com o apoio do SESC, do Instituto Goethe, da Aliança Francesa e do Consulado Polonês. Como por encanto, aparece entre os freqüentadores a idéia de se organizar um cineclube. O objetivo? Democratizar a decisão quanto a programação das sessões. As projeções são agora feitas com “novíssimos e modernos” projetores IEC 16mm…Os filmes? Ah…estes continuam quebrando durante as sessões…A magia porém é maior e e o público sempre fiel…resiste.

Projeto INTERCINE: Interiorizar o que? Vamos Intercinar ?

Elaborado pela Federação Paulista de Cineclubes, o Projeto Intercine – Interiorização do Cinema Cultural foi realizado pela primeira vez em 1978, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Seus objetivos? “Promover a difusão da arte cinematográfica através de atividades cineclubistas”.

Com resultados questionáveis, a formatação do projeto sofre várias modificações e novamente com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura, volta a ser realizado em 1985. A participação no projeto aprofunda as discussões locais acerca da necessidade da criação de um Cineclube.

Neste contexto, com estatutos e diretoria provisória, o Cinevídeo Rio Claro filia-se a Federação Paulista de Cineclubes e ao Conselho Nacional de Cineclubes, passando a participar ativamente do então efervecente Movimento Cineclubista.

Memória: Recordar é Viver

Inicia-se o Projeto de Recuperação da Memória do Cinema em Rio Claro, até hoje inconcluso, mas que proporcionou o resgate e preservação de boa parte da memória documental e iconográfica das atividades do Cinema e Teatro dos Ferroviários e de uma acervo de cerca de 7000 cartazes e cartazetes resultantes da memória da exibição dos Cines Excelsior I e II e Tabajara. Material este mantido até hoje sob guarda do Arquivo Público Municipal.

O CREC /Cinevídeo Roberto Palmari mantém intensa programação até o final da década de 80, com a realização de mostras de exibição (em 16, 35 e vídeo), debates, exposições fotográficas e vários projetos culturais. Entre 89 e 93, as atividades sofrem uma paralisação quase que total, reflexo da desarticulação do próprio movimento cineclubista.

Um Cineclubista e fissurado por cinema:
Saburo Akamine Netto

A atividade cineclubista é retomada solitariamente a partir de 93, quando Saburo Akamine Netto assume a Coordenadoria de Áudio Visual e Cinema da Secretaria Municipal de Cultura. Sob seu comando o cineclubismo vai lentamente renascer na cidade. As sessões são agora quase sempre realizadas em vídeo e voltam inicialmente a ser semanais. Implantam-se os Projetos Cult Movie, Cine Brasil, Entre Artes, Zig Zag in Vídeo, Cine Paradiso, até hoje em pleno funcionamento.

Em 1997, Saburo inicia ainda a implantação de uma videoteca e de uma biblioteca temática, criadas inicialmente a partir de seu acervo pessoal e que vêm sendo ampliada graças a doações de organizações governamentais, não governamentais e da comunidade rio-clarense. Neste período a manutenção das atividades volta a contar com a participação de Germano Meyer e João Baptista Pimentel Neto.

Difusão cultural e cidadania = Cineclubismo

A partir de 1998, o CREC realiza no mínimo quatro sessões por semana e passa também a atuar em parceria com inúmeras entidades e setores da sociedade civil local na organização de eventos (Semana da Mulher, Semana do Meio Ambiente, Semana da Consciência Negra, Semana Ulysses Guimarães,etc) e projetos (Férias, Acolher, Arte nos Distritos, etc).

Também as atividades voltadas ao setor educacional são ampliadas e passam, por exemplo, a oferecer para professores e estudantes a possibilidade da realização de sessões pré-agendadas, em horários alternativos com filmografia escolhida pelos organizadores.

Ativa participante nos debates sobre políticas públicas de cultura, em 2001, a entidade filia-se a Rede Mercosul Cultural e a La Red de Productores Culturales de Latino América y el Caribe. E em 2002, faz parte da fundação do Canal Comunitário Local – Tv Cidade Livre, ocupando sua Diretoria Financeira/Administrativa e mais recentemente seu Conselho Fiscal. Ainda neste ano, a entidade participa das atividades do GT de Cultura do Fórum Social Mundial.

A Vida é Assim Mesmo: Tristezas e alegrias

Saburo Akamine Netto morre em 2002, sem ver concretizado seu sonho de reforma e modernização da sala de cinevídeo do Centro Cultural. E deixa muita saudades e um enorme vazio. Por outro lado, sua ausência estimula seus companheiros e a sala finalmente é reformada. Em 2003 é “reinaugurada” e passa a denominar-se Sala Antonio Padula Netto. Acoplada a ela implanta-se definitivamente a Videoteca Saburo Akamine Netto.

Ainda em 2003, a entidade participa ativamente da Jornada de Rearticulação do Movimento Cineclubista Brasileiro, realizada durante o Festival de Brasília. O CREC é escolhido para organizar, em 2004, uma Pré-Jornada Nacional de Cineclubes. O evento acontece entre 29 de abril e 02 de maio de 2005, no Centro Cultural Roberto Palmari e iniciam as atividades comemorativas do 18º aniversário de fundação da entidade. Marcando quem sabe, a definitiva consolidação da atividade cineclubista em Rio Claro.

história da exibição cinematográfica em Rio Claro

Expediente

João Baptista Pimentel Neto
Presidente do Centro Rio-Clarense de Estudos Cinematográficos
Cinevídeo Roberto Palmari

Exposição
Memória da Exibição Cinematográfica em Rio Claro

Coordenação, Texto e Editoração:
João Baptista Pimentel Neto

Pesquisa Iconográfica:
Calebe Augusto Pimentel
João Paulo Maria Miranda

Fotografias:
Germano Meyer
Ernani Alcantara

Coordenação de Montagem:
Germano Meyer

Montagem:
Calebe Augusto Pimentel
João Paulo Maria Miranda

Equipe de Apoio:
Joel Aparecido Martini
Cláudia Englert
Luiz Antonio dos Santos
Israel Izzi

Agradecimentos:
Secretaria Municipal de Cultura de Rio Claro
Arquivo Público Municipal Oscar Penteado
Sergio Padula (In Memorian) e família
Saburo Akamine Neto (In Memorian) e família
E especialmente a todos os funcionários da Secretaria Municipal de Cultura de Rio Claro, sem os quais esta exposição e a Pré-Jornada Nacional de Cineclubes não teriam se realizado

triangleB CENTRO RIOCLARENSE DE ESTUDOS CINEMATOGRÁFICOS

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