25 jornada. discurso do presidente do cnc & claudino de jesus

Prezados amigos

Evidentemente todos estamos agradecidos, a nós mesmos.

Muito agradecidos aos companheiros que se equivocaram. Isto porque nos levaram a construir uma unidade nacional em defesa do movimento cineclubista e não contra ninguém.

Muito obrigado à mesa diretora dos trabalhos, pois não é fácil dirigir gente louca como somos todos nós, que conseguiu com a maior ética, a maior dignidade e competência, apesar dos insistentes ataques que a ela foram feitos, de que a mesa foi vítima.

Então, num primeiro momento, infelizmente os companheiros se retiraram .

Ao vê-los aqui eu me senti feliz, porque eu pensei que eu ia poder falar para eles. Não falar dos bastidores e conchavos dos quais eu participei intensamente. Não falar das reuniões de lideranças que eram escolhidas a dedo, sem perguntar quem lideravam. Como eu freqüentemente sou e fui chamado para reuniões nos bastidores como se eu liderasse os senhores. Até que os senhores, anteontem a noite, me desautorizaram a falar em nome de vocês.

Eu agradeço muito as bases do movimento cineclubista, aos cineclubes do Brasil, por terem me dado uma lição: que eu não voltasse a fingir que eu representava o que não representava, até que eu representasse.

A partir de agora eu represento um programa, uma unidade nacional.

!

Nós temos muito serviço pela frente, companheiros. Não tem gracinha não.

Claro que fizemos muita festa, mas agora é a festa da vitória!

Mas não é vitória de quem ganhou pra massacrar quem supostamente perdeu.

E eu não queria fala isto pra nós mesmos. Queria falar para eles, mas infelizmente eu vou falar porque existem os Anais da Jornada que serão publicados. E eu queria que eles lessem isto nos anais.

Porque nós ganhamos com  a responsabilidade de saber que vencer não é se constranger. É ser feliz por ter conseguido vencer.

Mas também não é se transformar em autoritário que destrói quem supostamente perdeu. E, portanto, quem supostamente perdeu nunca deveria ficar humilhado.

Eles é que estão se colocando como humilhados. E eu quero frisar isto aqui.

Nós não vamos humilhar ninguém. Nós somos respeitosos, nós somos pela inclusão, nós somos plurais, nós somos democráticos. Nós não somos moleques!

Nós somos gente do bem. Então, vamos administrar esta luta, este serviço que tmeos pela frente com a responsabilidade naciona, com a rssponsabilidade internacional. Os companheiros de outros países estão aqui e não vieram aqui de bate estaca.

Felizmente, esta plenária produziu de tal sorte que nós não cometemos uma grande gafe nacional e internacional. Porque tentaram fazer a gente cometer. Fizeram todo o esforço pra que a gente chegasse a bancarrota.

Apesar de alguns desvios nossos nós conseguimos não cair na esbórnia.

Quero que registre que a Diretoria eleita chama todos os cineclubes do Brasil  a trabalhar com ela. Porque ela não é diretoria de uma tendência, como atendência que se retirou daqui.

É uma Diretoria composta por representantes de 10 estados. E, provavelmente, em cada estado eu conheço tendências. No Rio de Janeiro eu conheço umas 5, em SP umas 18, no ES umas 3… São tendências por esporte, ou por política, ou por antipatia. Ou pela simpatia.

Mas ninguém aqui é objeto. Nós não somos, AQUÍ , filiados a partido político que dá ordem para votar.

Somos filiados a partidos políticos, ou não, pela nossa consciência.

E o movimento cineclubista não está a serviço de aparelhagem. Nem por partidos políticos, nem por tendências, nem por mágoas ou por decisão de ninguém.

E isso o Brasil mostrou e eu agradeço aos senhores.

Muito obrigado.

Gostaria de destacar a presença do companheiro Juan Carlos Arch, Secretarário Latinoamericano da Federação Internacional de Cineclubes-FICC, que está aqui como observador internacional e que encaminhará relatório à FICC.

Certamente, foi com quem a gente começou esta trajetória em novembro do ano passado e com quem a gente continuará até a consolidação da Confederação Latinoamericana de Cineclubes, porque esta é nossa luta e nosso objetivo comum.

Convido-o e aos companheiros da delegação de cineclubes do México, que aqui permaneceram após o I Encontro Iberoamericano de Cineclubes me Rio Claro, na qualidade de observadores internacionais, a quem agradecemos a participação em todos os trabalhos da Jornada.

Antonio Claudino de Jesus

São Paulo, SP (2004)

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