memória

nação cineclube. nós somos o público!

respondem pela diretoria de memória:

nelson marques
diretor de memória
memoria2010@cineclubes.org.br

rua antônio lourenço, 15 – ponta negra
59090-577
natal, rn

cineclube natal


gizely cesconetto de campos
diretora adjunta de memória
memoriaadjunto2010.cnc@cineclubes.org.br

48.9614-5657

avenida rio grande de sul, 2027 – ed. praia do iró – apto 201 – mar grosso
88079-000
laguna, sc

cineclube laguna

gt de memória

participantes

artemio macedo – cineclube macaba doce – macaé, rj

zarolina santos – cineclube cinema (d)e horror – campo grande, ms

francine nunes – cineclube lanterninha aurélio – santa maria, rs

gizely cesconetto – cineclube laguna – laguna, sc

hildênia oliveira – cineclube aragonense – se

nelson marques – cineclube natal – natal, rn

nicolas alexandria – cineclube galinho do barão – rio de janeiro, rj

nivaldo neto – cineclube ideário – maceió, al

paulo teixeira – cineclube Ooelon – santa maria, rs

relatório

O Grupo de trabalho entende que a memória “fornece-nos um conhecimento do passado através de uma espécie de força bruta”. Seleciona, modifica e segue em algum grau cada tendência. Possui propensão e intenção. Neste processo modifica os fatos, acrescentando a eles sentimentos e valores simbólicos, sempre e, necessariamente, numa relação contraditória e dialética entre lembrança e esquecimento. O que vale dizer que lembrar e esquecer são, também, práticas do domínio da política numa negociação permanente definida entre agentes sociais no conflito pelos registros de memória.  Nós todos com essa relação afetiva com o passado somos verdadeiros narradores de ‘história’. Segundo Marilena Chauí ‘memorialistas’ ou como na antiga sociedade inca ‘homens-memória’. Estamos sempre narrando fatos vividos ou que pensamos ter vivido. “A memória se configura como (…) a matéria mais irrenunciável do homem […], o nosso mais valioso e invisível patrimônio […]”. (Octavio Paz, in FARIAS, 2000, p.40).

Michael Pollak (1989, p.3) escreve sobre a análise da memória coletiva realizada por Maurice Halbwachs onde “enfatiza a força dos diferentes pontos de referência que estruturam nossa memória e que a inserem na memória da coletividade a que pertencemos”. # Nestes pontos de referência de nossa memória Pollack inclui os monumentos,

“esses ‘lugares da memória’, o patrimônio arquitetônico e seu estilo, que nos acompanham por toda a vida, as paisagens, as datas e personagens históricas de cuja importância somos incessantemente lembrados, as tradições, os costumes, certas regras de interação, o folclore e a música, e, porque não, as tradições culinárias”. #

Inclui-se aqui os cinemas pontos de referência em nossa memória, bem material e imaterial culturalmente produzidos. Assim, a memória também é produzida, é seletiva, negocia segundo Halbawchs a conciliação entre a memória coletiva e as memórias individuais.

“Para que a nossa memória se beneficie da dos outros, não basta que eles nos tragam seus testemunhos: é preciso também que ela não tenha deixado de concordar com  suas memórias e que haja suficientes pontos de contato entre elas e as outras para que a lembrança que os outros nos trazem possa ser reconstruída sobre uma base comum”. (POLLACK, 1989, p.4)

“O sentido para o agir humano se encontra na medida em que se faz a memória, (…) e este sentido está ligado diretamente com a formação da identidade, fator de orientação para a prática do sujeito”. (MUNDIN, ???)

Desta forma, propomos linhas de preservação das memórias acerca do cineclubismo, da comunidade, dos espaços de cinema, e do próprio cinema por considerá-lo ligado, diretamente, ao quadro da vida coletiva e individual dos usuários deste espaço.

Considerando o exposto, as discussões realizadas no GT 5 Cineclubismo, Memória e Publicação e tendo como referência o documento propositivo para a Diretoria de Memória do CNC, desenvolvido por Nelson Marques, com contribuição de Luiz Felipe Mundin, apresentamos as seguintes proposições:

1. Memória e constituição de acervo fílmico e documental (impresso/digital)
Propõe-se trabalho conjunto dos cineclubes de todo o Brasil, tendo como pólo agregador o Pontão de Cultura Cineclubista, e outras instituições de memória ligadas ao setor do audiovisual a partir de quatro subitens que servem como pauta de trabalho orientado e unificado. São eles:

1.1. Memória recente do cineclube: todo cineclube deverá preservar e arquivar de maneira adequada documentos impressos e digitais, como: ofícios, memorandos, cartazes, folders, fotos, gravações em vídeo, boletins, relatórios, etc; unificar e qualificar os relatórios de sessão. Centralizar este material no Pontão Cineclubista, com o envio de cópia.

1.2. Memória histórica: recolher e preservar documentos antigos, que serão a base da elaboração de uma História do Cineclubismo de cada um dos estados e, posteriormente, num trabalho de compilação e síntese da História do Cineclubismo. Criar uma Biblioteca especializada para a história do cineclubismo brasileiro, onde agregue livros, periódicos, pesquisas acadêmicas e independentes, como teses, dissertações, entre outros;

Observação: para estes dois itens acima propõe-se desenvolver oficinas de capacitação, material didático e afins – promovido pelo Pontão de Cultura Cineclubista, com possibilidades de estabelecer parcerias e/ou convênios com instituições competentes da área de memória e preservação.

1.3. Acervo Audio-Visual: levantamento, recolhimento e envio de documentação e filmes dos diversos gêneros e metragens em cada um dos estados como parte de uma memória audiovisual que está se perdendo, paulatinamente, e como fortalecimento do acervo da Filmoteca Carlos Vieira;

1.4. Programadora Estadual e/ou Regional: a partir do resgate de obras audiovisuais em cada um dos estados elaborar projetos estaduais semelhantes ao da Programadora Brasil. Dependendo do número de obras, será possível criar Programadoras Regionais, com o acervo registrado e catalogado. Incluí-los no acervo da Filmoteca Carlos Vieira do CNC e desenvolver intercâmbio regional e nacional entre os cineclubes.

2. História e Memória Cineclubista e dos cinemas
Realizar pesquisa, envolvendo as organizações estaduais e o Pontão de Cultura Cineclubista, acerca de pessoas e coletivos que se relacionaram com o cinema e/ou cineclubismo em cada estado e/ou região, através de técnicas e métodos como pesquisa de arquivo e história oral. Os resultados destas pesquisas deverão materializarem-se em publicações periódicas como Cadernos Cineclubistas. O conjunto destes estudos será importante para a construção da História Regional e Nacional do cineclubismo brasileiro.

2.1. Propor ao IPHAN, através de convênio com o CNC, incluir em seu programa de preservação do patrimônio nacional o cinema brasileiro em toda sua amplitude, a exemplo do patrimônio ferroviário brasileiro.

2.2. Propor ao Museu da Pessoa, através de convênio com o CNC, incluir programa de ação (banco de depoimentos) acerca das relações das pessoas com o cinema e suas dimensões.

Observação final: a estratégia de parcerias e convênio do CNC pode ser estendida a outras entidades e/ou organizações congêneres que se dedicam a área da memória e preservação.

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nação cineclube avatardiretoria de memória

à diretoria de memória compete:

a) organizar, manter e atualizar um arquivo de documentos de todo tipo, sobre suportes eletrônicos, audiovisuais ou impressos, representativo das atividades cineclubistas brasileira e mundial, inclusive os documentos das jornadas nacionais de cineclubes e os que forem considerados importantes para o movimento cineclubista.

b) organizar, manter e atualizar um arquivo com toda a produção do cnc, particularmente de sua diretoria de comunicação e sobre o cineclubismo, o cinema e o audiovisual.

c) promover a difusão desses arquivos, em todas as formas possíveis, em especial, mas não exclusivamente, junto aos associados do cnc.


nós somos o público!
conselho nacional de cineclubes brasileiros

comunicacao2010.cnc@cineclubes.org.br

jbpn/2011

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memória do movimento cineclubista brasileiro


DE 17 A 20 DE NOVEMBRO DE 2008
SESC VENDA NOVA – BELO HORIZONTE – MINAS GERAIS

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