Carta aos Cineclubistas e Cineclubes Brasileiros

Prezad@s,

Resolvi escrever esta Carta aos Cineclubistas e Cineclubes Brasileiros em função da Jornada Nacional que se avizinha.

Isso se deve ao fato que na última Pré-Jornada Nacional de Cineclubes, acontecida em novembro de 2009, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, o Presidente do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, Antônio Claudino de Jesus, ao final do referido encontro, lançou o meu nome para sucedê-lo na presidência.

Todos sabem de meu apreço e consideração pelo trabalho do Claudino. Fui seu
Vice-Presidente nas duas últimas gestões do CNC. Além ter sido seu colega,
por um ano, na Comissão de Rearticulação de Movimento Cineclubista.  Isso
entre 2003 e 2004.

Gostaria de salientar ainda que ele já havia falado comigo sobre isso ainda
antes da Jornada de 2008, em Minas Gerais. E ambos acordamos que ainda não
era aquele o momento de sucedê-lo.

No entanto, agora, após a minha experiência no mandato na Vice-Presidência e
do intercâmbio com os colegas da atual Diretoria e também com os Diretores
Regionais tenho convicção que muito pode ser feito. Desde que de forma
coletiva e compartilhada.

Claudino de Jesus tem meu total respeito e admiração. É um Cineclubista na
completa acepção da palavra. Por isso mesmo cheguei a conversar com ele
sobre a possibilidade de ele manter-se no cargo. Mas, em suas palavras, é
hora de algumas mudanças e renovações. E, em função disso, não aceitaria que
eu não colocasse o meu nome para concorrer na próxima Jornada Nacional de
Cineclubes Brasileiros, que acontecerá em 2010, em Recife, Pernambuco.

Trata-se, todos sabem, de uma jornada muito importante. Temos muitas
decisões pela frente. Os rumos do cineclubismo brasileiro e internacional
passam, certamente, por este encontro. Tivemos muitas vitórias desde a
retomada do movimento em 2003 e, com certeza, os últimos anos foram intensos
nas parcerias e conquistas nacionais e também fora do país.

Não tenho nenhum receio de afirmar que o CNC foi, nos últimos anos,
protagonista em propostas fundamentais para o avanço do cinema brasileiro,
para a democratização do acesso do público ao audiovisual, pela constante
defesa dos direitos do público e, ao mesmo tempo, por encaminhar reflexões e
parcerias com os diretores, produtores, enfim com realizadores nacionais.

Desde já manifesto aquilo que é também o pensamento de muitos. Lançamos o
nome de Antônio Claudino de Jesus à Presidência da FICC – Federação
Internacional de Cineclubes. Ele que, atualmente, ocupa a Vice-Presidência
da referida instituição.

Então, escrevo esta carta, por que sei que muitos aguardavam um
posicionamento público meu.

A hora é de decisões importantes ao movimento. Não me furto, pois, de
fazê-lo e dizer que sim, sou candidato a Presidência do CNC na eleição que
ocorrerá na Jornada e estou falando com muitas pessoas para saber suas
opiniões para que todos possam realizar um trabalho em conjunto.

Desde que o Claudino cogitou essa possibilidade estou pensando na árdua
tarefa que, caso eleito, com muitos companheiros Cineclubistas, teremos que
exercer. Sabemos todos que é impossível substituir o trabalho e o carisma de
nosso atual Presidente. Isso é fato. Mais, se Claudino me indicou, quero
registrar minha honra ao receber tal incumbência. Mas reitero é uma
incumbência coletiva.  Só dará certo se fizermos de uma forma democrática e
horizontalizada na execução das tarefas. Ou seja, na chapa que estarei, caso
for aceita e eleita pelo movimento, a idéia é que todos os diretores
representem o CNC e que possamos dar a continuidade aos avanços até aqui.

O número de cineclubes no Brasil aumentou de forma a entusiasmar a todos.
Portanto, caso eleitos, temos que trabalhar para que todos esses Cineclubes
e Cineclubistas estejam devidamente representados.

Defender o Cineclubismo não é uma tarefa. É uma filosofia de vida. Somos
Cineclubistas. Fazemos Cineclubismo. Somos movimento. E, como movimento
requeremos sempre a crítica e a construção conjunta.

De imediato gostaria de deixar transparente a todos que tenho lido dezenas
de mensagens, recebido telefonemas e falado com muita gente. Tudo isso para
entender melhor todo o processo que vem pela frente bem como para, de fato,
poder construir com todo o movimento, uma série de ações que firmem tantas
conquistas que tivemos até aqui bem como encaminhar tantas outras.

Mais uma vez gostaria de deixar muito transparente o que penso e
compartilhar com todos que convidei a colega cineclubista Sáskia Sá para
compor minha chapa no cargo de Vice-Presidente. Entendo que Sáskia vem
realizando um grande trabalho na atual diretoria e que está à frente de uma
série de reflexões e encaminhamentos propositivos aos Cineclubes e
Cineclubistas Brasileiros.

Ao mesmo tenho vários nomes que gostaria que compusessem minha chapa e estou
abrindo esse debate público de forma respeitosa a todos. Poderia citar aqui
vários nomes de Cineclubistas que falei sobre a possibilidade de comporem
uma chapa. Muitos já aceitaram e tantos outros podem vir a compor. Logo
apresentarei todos esses nomes para a avaliação do movimento.

Novamente ressalto que resolvi escrever esta carta, para que esse processo
fique cada vez mais ligado ao movimento como um todo. Para que cada
Cineclubista possa contribuir com sua opinião.

Para encerrar gostaria de salientar algumas coisas:

Outras chapas são muito bem vindas. O processo democrático é exatamente
isso. O confronto de idéias e pensamentos. E, estou pronto para fazê-lo.

Devemos dar continuidade aos avanços que a atual Diretoria do CNC conseguiu.
Isso, independente de nomes, é fundamental. Não podemos regredir!

Nossas parcerias com o CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, ABD –
Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas, com a Coalizão
Brasileira pela Diversidade Cultural e com o Fórum dos Festivais, e seus
respectivos dirigentes, além de outras entidades do cinema brasileiro, devem
continuar. Juntos tivemos muitos avanços. E, nossa atuação em parceria
trouxe um produtivo intercâmbio.

Parcerias como a feita com o Programa Cine Mais Cultura e com a Programadora
Brasil demonstram a importância do CNC ao mesmo tempo em que reafirmam nossa
interlocução tanto com a sociedade civil como com os entes públicos.

Por fim, caso a chapa que represento seja eleita, convidaremos de imediato o
nosso atual Presidente, Antônio Claudino de Jesus, para ser Assessor
Especial da Diretoria.

Um cordial abraço,

Luiz Alberto Cassol

Cineclubista e candidato à Presidência do CNC

Obrigado por acessar o Nação Cineclube. Entraremos em contato.

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