Fundo de Inovação Audiovisual

No próximo dia 30 deve ser lançado o Fundo de Inovação Audiovisual. A informação é do novo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Newton Cannito, que participou do 11º Forum Brasil – Mercado Internacional de Televisão nesta quinta, 17.

Segundo ele, o edital deve adotar um “conceito amplo” de inovação, englobando pesquisa em áreas que não são atendidas pelas políticas atuais do MinC, como desenvolvimento de formatos ou de novos modelos de negócios, por exemplo.Cannito prometeu ainda outro edital para desenvolvimento de projetos, mas que vai além do desenvolvimento de roteiros. A ideia, explicou a este noticiário, é fomentar diferentes etapas do desenvolvimento de projetos, como a escolha ou formação de atores, testes de linguagem de direção ou fotografia.

Novas ideias

O novo secretário do audiovisual “jogou” ainda ideias que, segundo ele mesmo, ainda não foram desenvolvidas e que dependem de muita conversa com o setor. “Mesmo que não seja viável executar agora, expor algumas ideias pode fazer com que as pessoas passem a cobrar ações da Secretaria do Audiovisual, da Ancine, do ministério”, disse.

Ele citou como uma das ideias o fomento ao desenvolvimento de projetos, mesmo que os projetos acabem não sendo realizados. “Nos Estados Unidos, a cada sete projetos apenas um é realizados”, disse. “Os produtores precisam desenvolver diversos projetos, mesmo que nem todos se concretizem, e precisam ser remunerados por isso”. Na visão dele, do próprio desenvolvimento podem sair outros produtos, que não aquele objeto do projeto inicial. De uma pesquisa para roteiro de ficção, por exemplo, poderia sair um documentário sobre o tema pesquisado. Além disso, sem a obrigatoriedade de realizar o projeto desenvolvido, os produtores poderiam abandonar aqueles que, por algum motivo, não deram certo já nessa primeira etapa. “Um filme desenvolvido para o trabalho de um ator específico, por exemplo, poderia não ser feito porque o ator não está disponível. Talvez ele esteja em dez anos, ou surja outro ator capaz de assumir. Aí sim o projeto pode ser executado”, explicou.

Outra ideia é o fomento ao desenvolvimento de formatos. “Impressiona o fato de o Brasil nunca ter vendido formatos no mercado internacional”, disse. “A produção independente não tem que ser apenas de conteúdo premium, não precisa ser documentário e ficção, é preciso ocupar todos os espaços da grade”, disse, afirmando ser um erro condenar a produção de programas de grade.

Programação

Por fim, Newton Cannito apontou a ideia de fomentar a criação de canais, não apenas de conteúdo para os canais de TV. “A TV não é só produto audiovisual, é o fluxo de produtos, a grade de programação”, disse. Na visão do secretário do Audiovisual, não há motivos para fomentar a produção, e não financiar empresas capazes de contratar a produção. “Não faço a menor ideia de como ajudar um canal independente, talvez vocês possam me dizer”, disse, cobrando participação do setor no desenvolvimento de políticas públicas.

Reproduzido conforme o original, com informações e opiniões de responsabilidade do veículo.
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